Reflexão - Meu nada, por Miriam Idi Souza
- Alex Fraga

- há 10 horas
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Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de texto de reflexão com a escritora de Campo Grande MS, Miriam Idi Souza, com Meu nada.
Meu nada
Querer é fácil, natural e certo como dois e dois são quatro. Difícil mesmo é agradecer, me lembro de um tempo em que, eu abominava os "Gratiluz" dizia serem uns chatos, desnecessários, achava superficialidade. Eu era muito mais revoltada, ou era simplesmente uma revoltada amadora, devido a forma com que, a vida se apresentava a mim. Mas o tempo foi passando, as coisas acontecendo como acontecem na vida de qualquer pessoa ingrata, e as mágoas, a ignorância espiritual começaram um processo de apodrecimento da minha carne, levando meu ser inclusive a escassez material. N̈ada de errado, ou pecado, um tempo puro, porém a nuvem da ingratidão pairava nos meus dias de vida. Eis que o golpe que retirou o chão dos meus pés veio através daquilo que, eu mais sabia dar, porém não sabia receber, o "Amor". Sangrei ao chão do fundo do poço, chorei lágrimas de sangue, meus dedos sangraram enquanto eu escalava as paredes do poço, pois o peso de minhas mágoas dificultavam minha subida. Então me lembrei da leve a qual emanavam os até então insuportáveis "Gratiluz" e fui me ater sobre o que era a "Gratidão". Descobri então que, não era uma mera palavra, e sim o nome de um sentimento singelo. Passei a me permitir senti-lo, e minha alma se tornou leve, meus dias floresceram. Descobri então que, quando eu não tinha nada, meu nada era meu tudo e nada me faltava. Eu sempre quis ter mudas de flores Onze Horas, e hoje eu tenho!
( Miriam Idi Souza)





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