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Simpósio - Fronteiras Latinas coloca a identidade musical de MS em debate

Foto do escritor: Alex Fraga
Alex Fraga
há 2 dias
2 min de leitura

A música de Mato Grosso do Sul não termina na linha imaginária que separa o Brasil dos países vizinhos. Pelo contrário. Entre acordes, ritmos, sotaques e histórias compartilhadas, a fronteira revela uma identidade cultural construída muito antes dos limites políticos. É nesse território de encontros que se insere o Simpósio Fronteiras Latinas, que reúne nesta sexta-feira (11) às 16 horas, no Curso de Música da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), artistas, pesquisadores e produtores culturais do Brasil e da Argentina.


Em sua segunda edição, o encontro propõe uma reflexão sobre o chamamé, a cultura fronteiriça e as relações musicais entre Mato Grosso do Sul e a Argentina. Participam o produtor cultural Wilson Alves Taveira Junior, o jornalista, escritor, pesquisador e músico Rodrigo Teixeira, além dos argentinos Facundo e Nazareno Duarte, do grupo Los Duarte e da cantora Martina Velazco, de Corrientes.


Mais do que promover uma apresentação ou uma conversa entre músicos, o simpósio coloca em discussão um aspecto fundamental da cultura sul-mato-grossense: sua condição de território de passagem, mistura e intercâmbio. O chamamé, presente no cotidiano cultural de diferentes comunidades da região, é um dos exemplos mais evidentes dessa circulação de influências que atravessa gerações.


A iniciativa é promovida pelo projeto de extensão Fronteiras do Mundo: Culturas Musicais em MS, coordenado pelo professor Evandro Higa, e está ligada ao evento Nossas Origens, produzido por Wilson Taveira Junior. A proposta reforça a importância da universidade como espaço não apenas de formação acadêmica, mas também de preservação, pesquisa e debate sobre manifestações culturais que ajudam a definir a identidade regional.


Em um Estado cuja história e cultura estão profundamente ligadas às fronteiras, discutir essas conexões significa também olhar para a própria formação de Mato Grosso do Sul. A música, nesse processo, funciona como documento vivo: registra deslocamentos, encontros e permanências e demonstra que, para a cultura, as fronteiras políticas quase sempre são menos rígidas do que parecem nos mapas.


Serviço

Simpósio Fronteiras Latinas

Data - 11 de setembro, quinta-feira,

Horário - 16h00

Local - Auditório Luis Felipe de Oliveira – Curso de Música da UFMS

Entrada gratuita.

 
 
 

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há um dia
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O Simpósio promete referendar a Cultura Latina já é um encontro magnífico.

Espero que seja proveitoso e novas ideias, novos debates, novos objetos, novas pesquisas, para os velhos e velhas problemas, que falta de valorização nos artistas que fazem o acontecer.

A indústria cultural, acabou com a arte autoral de artistas valiosos em troca do comercial com canções de amores perdidos. Nada contra. Mas a Latinidade desses artistas que cantam o amor, mas o social, a beleza e as coisas da vida que dão graça em Arte .


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