• Alex Fraga

Shows – Alien Sputnik, Falange da Rima e CPS mostram seus estilos neste domingo

A mistura de sons eletronic, retro, rock, hip


hop e rap, neste domingo dia 28, às 17 horas, na rua Camapuã, 71, no bairro Amambai (esquina com a rua Terenos – antigo Bar do Edgar), a banda Alien Sputnik e os grupos Falange da Rima e CPS estarão realizando seus shows a todos que são seguidores dos estilos que infelizmente em Campo Grande têm mais espaço nos bairros periféricos do que nos considerados de classe média, média alta e alta. Fazem um trabalho que deve ter mais apoio por parte dos empresários e também dos órgãos governamentais.


A Alien Sputnik surgiu em meados de 1998, o nome veio da junção dos nomes: Alien Sex Fiend e Sigue Sigue Sputnik, bandas que nortearam a construção da estética sonora do Alien Sputnik no início. Tudo começou quando Alessandro Fonseca levou alguns poemas concretos escritos por ele, para Marino Filho musicá-los. Marino, que já tentava desde 1997 produzir algum tipo de ruído sincronizado com o seu teclado Casio PT-85, conseguiu fazer algo musical nos dois primeiros poemas: Satélite Demente e Salsa Para o Blues. A receita deu tão certo que os dois amigos resolveram partir para a produção da primeira fita cassete demo, com ensaios e produções diárias. Quando se deram por conta, já tinham nove músicas prontas para serem gravadas e tocadas ao vivo. Nascia assim, em março de 2000, a primeira “demo” intitulada “Míssil Transmissível”. Alguns shows vieram na sequência, como Bar Fly, escolas estaduais, UFMS, FUC, etc.


O Falange da Rima surgiu em 1998, na cidade de Campo Grande. A formação atual é composta por Flynt, John Geral, Mano Xis, que compõem e improvisam sobre o Beat de DJ Magão. São pioneiros do rap sul-mato-grossense. Suas letras falam sobre a realidade das periferias, discutindo temas como o crime, a pobreza, preconceito social e racial, drogas e consciência política. Usando a linguagem da periferia, com expressões típicas das comunidades pobres com o objetivo de comunicar-se de forma mais eficaz com o público jovem de baixa renda, as letras do grupo fazem um discurso contra a opressão à população marginalizada na periferia e procuram passar uma postura contra a submissão e a miséria. Em 2001 o grupo lançou o EP batizado de Mariposa Assassina “Acheromthius Lexis” (Letal se for tocado), com as músicas “Mais um da Plateia”, “A Quem Possa Interessar”, “Quem Nunca Sonhou em Ter?”, “Abrakadabra” e o grande sucesso do grupo “Circo dos Horrores”, que rendeu um vídeo clip e foi selecionado para o Prêmio Hutus e para participar do Programa YO! na MTV Brasil. O disco também contou com a música “Caminhos Tortos”, que recebeu o prêmio de melhor música de rap tocada nas rádios de periferia.


O CPS – Conspiração Pesadelo do Sistema surgiu em 2015. A ideia inicial era uma junção das regiões norte e sul, sendo dois grupos se unirem para fortalecer o movimento hip-hop, Assim foi criado o (CPS) - sigla do nome dos dois grupos. Pesadelo do Sistema (Norte do bairro Nova Lima) e o outro, Conspiração (Sul – região do bairro Lageado). Com isso apareceram Dai então vários projetos e shows. Foram realizados vídeos no youtube e sempre estão lançando novas músicas. O grupo recebeu convite de apresentar em 2016 no Paraná e em 2017 em Goiás. Um dos vídeos de mais destaque no youtube é com a música “Campo de Extermínio”. O grupo afirma que está levando suas mensagens em letras, somando e fortalecendo a cultura hip hop cerca de 17 anos.

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