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Reflexão - Quando viro poeira fina, por Miriam Idi Souza

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 22 de mai.
  • 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de texto de reflexão com a escritora de Campo Grande (MS), Miriam Idi Souza, com Quando viro poeira fina.


Suportar o luto daqueles que, naturalmente cumpriram o ciclo da vida, não é fácil, porém o subconsciente já estava preparado de certa forma. Mas ter que, enterrar relações vivas por estarem apodrecendo sua alma, tamanho descaso pelo seu amor a eles, é como engolir uma colher de Césio 137 você sabia que, não podia e agora terá que, conviver com esse câncer te corroendo a alma. Queria, realmente meu sonho era ser menos transparente, mas não vivo apenas por mim, na minha dor acolher outros que, de certa forma estão passando pelo mesmo mar de fogo, acalmam os meus medos.

Tudo passa quando nos permitimos olharmos de frente, não por auto piedade, mas por auto valorização. Sinceramente não escrevo para ninguém, escrevo para eternizar minha força diante das vivências as quais me permito, principalmente as que, lapidar meu coração. Foda-se o que acham os que, não tem a coragem de se sentirem, fodão-se os seres perfeitos, eu vim do pó e por vezes, meu choro me transforma em um barro denso e sujo, porém sempre a dias de sol, quando viro poeira fina e o vento me leva por lindos campos de prazer e felicidade.


(Miriam Idi Souza)

 
 
 

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