Poesia - Índio, por Narinha Lee


Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com a poeta e escritora de Campo Grande (MS), Narinha Lee, com "Índio".
ÍNDIO
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Ele parecia um índio .
Um índio
de olhar mudo.
Ele era tudo!
Ele também era Luz...
...ele era Blues
As curvas sinuosas
sob seu olhar
faziam suas mãos
arrancar dela gemidos
dedilhava-a
com carícia maliciosa
e a Guitarra se entregava
com alaridos
toda dengosa.
Ele cantava
e encantava.
O Blues por sua vez
a dor suplantava.
Ela pensava:
Quisera seus dedos
a dedilhar meu corpo
acariciar minha pele quente
e ao som do Blues
penetrar m’ alma
numa perfeita junção
corpo e coração.
Da plateia
ela não parava de olhar.
Aquele Ser absurdo
fazia seu coração pulsar.
Aquela selvageria
no olhar
nasceu com ele.
Aquela pele morena
de gosto sereno
também era dele.
Ela desejava aquele homem
com todas as suas forças
com todo desatino
de uma volúpia insana
de um desejo cretino.
Há quisera! Quisera!





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