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Artigo - A grande festa, por P. Osmar Resende

Foto do escritor: Alex Fraga
Alex Fraga
há 5 horas
2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de artigo com o pároco da igreja Nossa Senhora do Salete (Primavera do Leste MT), com P. Osmar Resende, sbd, com A grande festa.


A GRANDE FESTA

Osmar Resende sdb


Jesus gostava de falar em parábolas, pois era a forma mais compreensível de transmitir sua mensagem de salvação, de libertação, de felicidade.

Eis então que conta aos “sacerdotes e anciãos do povo” a parábola do convite para a festa de casamento (Mt 22,1-14).

O rei manda seus empregados convidar seus amigos da corte. Eram convidados especiais. Mas estes não aceitam o convite e dão belas desculpas: um tinha que cuidar do campo, outro tinha sérios negócios a resolver e outro, ainda, maltrata os empregados, torturando e matando.

Como ainda hoje se fazem as listas de convidados em que muitos são excluídos. Muitos se orgulham do convite e fazem questão de participar. Questão de honra, de prestígio.

Jesus conta esta parábola justamente aos sacerdotes e anciãos do povo, porque estes tinham conhecimento da história do povo escolhido por Deus, do qual deveria vir o Messias, o Salvador. Mas, ao longo da história, muitos se recusaram a atender o apelo de Deus. Recusaram o convite, mataram os profetas que vieram fazer o convite em nome de Deus.

Eis então que o chefe envia seu próprio filho. Este é expulso, torturado, assassinado tal qual acontece com Jesus no Calvário.

É incompreendido, aniquilado. O povo não aceita o convite para a festa, para a felicidade. Não aceita a proposta de justiça, de fraternidade, de solidariedade.

Ainda hoje somos convidados para o grande banquete das núpcias. Somos livres. Podemos aceitar ou recusar o convite e Deus. O convite se estende a todas as pessoas, de todas as raças, de todas as nações. Mas as pessoas recusam o convite e ficam a cuidar de seus interesses, na busca do dinheiro, da fama.

A sociedade vive envolvida na busca do prazer, da felicidade transitória, passageira. Temos relatos, por exemplo, das orgias que se fazem em Brasília, com os recursos minguados do povo.

Somos convidados a participar do Reino de Deus. Reino de Paz, de Justiça, de Amor. Somos convidados a participar efetivamente do Reino de Deus. Somos discípulos missionários do Senhor. Ao mesmo tempo somos convidados a convidar as pessoas a participarem da festa, da alegria, da comunhão de todos.

 
 
 

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