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Poesia - Vento, por Paulo Portuga

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 11 de fev.
  • 1 min de leitura

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o professor, poeta, músico e escritor, Paulo Portuga, com Vento.


VENTO


Ventava forte. Vento Norte.

Ventania. Promessa de chuva.

Está demasiadamente

quente e seco. A vegetação ressequida

pede água.

Precisava chover

uma chuva intensa para molhar a terra, respirar o ar úmido

cheirinho de terra molhada.

Mas é agosto,

só chuva de manga.


O céu ficou escuro

cor cinza-chumbo

com nuvens negras.

Parecia que vinha

o fim do mundo. A criança recolheu a pipa, a senhora retirou as roupas do varal.


O vento acelerou

girou feito pião de madeira

por sobre a cidade. Era quase uma tempestade, contrariando a meteorologia que dizia: dia ensolarado!


Árvores desfolhadas.

Galhos ao chão. A poeira vermelha subiu

sujando os quintais. Um flamboyant partiu ao meio.

O tronco caiu sobre fios. Estrondosa explosão. O transformador queimou. A energia acabou. A luz apagou.


A chuva não veio.

Acertaram a previsão do tempo.

Olhei a rua vazia e escura, e fui dormir à luz de velas.


Paulo Portuga, 02/02/2026.

 
 
 

2 comentários

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wender kb
12 de fev.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

hoje ate choveu kkkkk

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Orlando Anivaldo de Lima
11 de fev.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

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