Poesia - Tereré Roda, por Carlos Magno Amarilha
- Alex Fraga

- 28 de mar. de 2025
- 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Tereré Roda".
RODA DE TERERÉ
Num calor lascado
a água disse
para a erva mate
a conversa está gelo demais.
GENTE FINA
O coisa-ruim
coloca quebranto
para não arruinar
a criança
em chororô
de filosofia
BATALHA
Ah! Tenho tanta coisa para fazer
Que deu preguiça
Só de pensar
BILHETE PREMIADO
Sou mesmo um felizardo
Tenho você ao meu lado
Foi a maior loteria que ganhei
e ela da janela sorrindo
acenava
passar bem passarem
passarem passar bem
(AMARILHA, Carlos.
In: Poesia do Pantanal: bicho, areia e cal)




No calor de Mato Grosso do Sul, a poesia refresca a alma com tereré e filosofia. O poeta nos convida a uma roda de tereré, tradição guarani que pulsa no coração do estado. Em meio ao calor "lascado", a água e a erva-mate se unem em um diálogo refrescante, onde a conversa flui solta, como um rio caudaloso. Na roda, amigos e conhecidos compartilham histórias, risadas e reflexões, enquanto o tereré gelado alivia o calor e acalma a alma.
'Roda de Tereré' é um poema de fôlego, com subtítulos que revelam a profundidade da alma humana.
No subtítulo "Gente Fina", o poeta nos apresenta um personagem peculiar: o "coisa-ruim", figura folclórica que, ao invés de causar o mal, protege as…
A poesia de Carlos Amarilha é um convite a apreciar a beleza do cotidiano, a simplicidade da vida e a riqueza da cultura pantaneira. Seus versos, carregados de humor, ironia e sensibilidade, nos transportam para um universo particular, onde a natureza, o amor e a sabedoria se encontram.
Rita de Cássia
Dourados p
Que coisa mais linda!
Uma poesia para ler sem parar