Poesia - Saudade Bandida, por Paulo Portuga
- Alex Fraga

- há 9 horas
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Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta, professor, compositor e músico de Dourados (MS), Paulo Portuga, com "Saudade Bandida".
SAUDADE BANDIDA
Uma saudade bandida
me pegou desprevenido,
num lapso da memória
revelou o que estava escondido.
Aguçou os meus sentidos
relembrou a nossa história
não foi um tempo perdido,
só ficou para uma outra hora.
Me fez lembrar das flores
amanhecidas pelo caminho,
amarelas calêndulas e margaridas
que trocamos com carinho.
Agora entendo perfeitamente:
que a beleza efêmera da flor
nasce da força da raiz
e do fruto que guarda a semente.
Alguém me disse: mãos à terra!
Um jardim é para sempre,
tem que cuidar, regar e podar;
na vida e no amor não é diferente.
A saudade bandida passou,
mas continuará enviando sinais:
como uma sempre-viva de plástico
Em meio às flores naturais.
Apesar de todo mal vivido,
não tendo mais que sofrer,
a vida é sempre contínua,
encontra um jeito de florescer.
Paulo Portuga
(Inspirado no poema de 02/11/2011)





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