Poesia - Sal Grosso, por Carlos Magno Amarilha
- Alex Fraga

- 27 de fev.
- 1 min de leitura
Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com Sal Grosso.

SAL GROSSO
Tem poesia para rimar
depende da maré do mar
tem poesia para comer
depende do que vai beber
tem poesia por quilo
depende do seu sorriso
tem poesia no quartel
depende do Papai Noel
tem poesia de flor
depende de um belo amor
tem poesia para todos
os gostos
só não tem
para o que tem
olho gordo
[In: Pantanal: bicho, areia e cal)





Mano Blau! Caracas, seus escritos são fora da curva do Rio e da cachoeira de Itaipu. Continu assim e, insista, com suas pirações de peixes de mar...
Edvaldo, o Dula.
Dourados-Ms
Adorei ...
Maria Aparecida
Dourados
O poema "Sal Grosso", de Carlos Amarilha, é aquele tipo de texto que engana pela simplicidade, mas entrega uma malícia rítmica muito gostosa de ler. Ele brinca com a estrutura de redondilha menor, criando versos curtinhos que batem como um metrônomo, o que dá uma agilidade quase de repente de cordel ou de cantiga popular. A escrita é despojada e direta, apostando em rimas ricas e pobres que se misturam naturalmente, como "rimar" com "mar" ou "comer" com "beber", o que reforça esse tom informal e leve. O humor do poema mora justamente no contraste: ele começa parecendo uma ode romântica e abstrata à poesia, citando flores e amores, mas vai se tornando cada vez mais cotidiano e "pé no…
Fora olho gordo kkk