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Poesia - Rosto da rua, por Carlos Magno Amarilha

Foto do escritor: Alex Fraga
Alex Fraga
há 3 horas
1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS, Carlos Magno Amarilha, com Rosto da rua.


rosto da rua


na rua de casa

para tudo que é bicho

por lá


gatos cachorros pardais

(urbanizados)

e os animais sociais


passa menina moça sorridente

criança de bicicleta a milhão

mamãe com bebê no berço a trilhão


o guarda / o entregador

um homem perdido

procurando número errado


a placa abona o sinal

siga em frente

mão única preferencial


“olha o zoião! baratinho só vendo”

o carro de alto falante ligado


uma rua como outra qualquer

a não ser o poeta que repara

quem passa / quem passa

 
 
 

2 comentários

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Convidado:
há uma hora

Em O rosto da rua, do poeta Carlos Magno Amarilha realiza uma delicada transfiguração do banal em arte, utilizando o cotidiano urbano como matéria-prima para a edificação estética. O texto, que à primeira vista se projeta como um simples inventário de cenas de um bairro, revela-se uma reflexão metapoética sobre a essência do olhar lírico, a capacidade singular de extrair poesia daquilo que a rotina torna invisível.

A composição espacial inicia-se com uma aproximação singular entre a fauna adaptada e a humanidade. Ao agrupar “gatos cachorros pardais (urbanizados)” ao lado dos “animais sociais”, o autor emprega uma sutil ironia sociológica. A rua surge como um ecossistema dinâmico, onde a vivacidade contemporânea é traduzida por hipérboles do falar popular, a criança…

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Convidado:
há 2 horas

Muito! Matou a charada, o poeta, sempre os poetas, com sentimentos, expressam a arte com originalidade em poesias.


Rita de Cássia

Dourados-Ms

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