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Poesia - Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - parte XII.

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS], Athayde Nery, com  Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - parte XII


XII


“Eeeh seres humanos!

Meus filhos de rio sofrendo a “Dequada” com tanta falta de ar

Minhas águas sufocadas querendo escapar

Vieram mais enfrentamentos, os clarinetes anunciando os ataques

Não foi diferente na Batalha de Curupaiti, estratégias para tomar o Forte

Homens intrépidos nas suas tarefas de seguir em frente

Estratégias de Terra e Água se fizeram valer para o desfecho

Comandante José Eduviges, Visconde de Porto Alegre, Visconde de Tamandaré

Bartolomé Mitre, Hierarquias cumprindo suas ações de Comando

Lembro dos Couraçados: Bahia, Brasil, Barroso, Rio de Janeiro, Tamandaré, Canhoneira Magé

Navios a vapor de madeira cortando minha pele carregados de temor e fé

Beberibe e Belmonte, Araguaia, Ipiranga, Parnaíba, Avaí e tantos outros

90 Canhões em terra recebendo com artilharia pesada e carga mortal

30 mil vidas fardadas se lançando nessa entrega fatal

E quantos confrontos mais não tiraram meu sossego

Aquela Batalha de Tuiuti, o maior e mais sangrento combate campal daqueles enfrentamentos

Umas 55 mil vivências se entregando às tragédias da civilização em deformação

Pensa na Batalha de Curuzu com mais Fragatas, mais corvetas, mais canhoneiras

Canhões de boca aberta expelindo cusparadas certeiras

Navios de madeira se desmanchando em fumaça

Bulotes de fogo sem tripulação vindo para cima explodindo qualquer embarcação

Navios de guerra a hélice, mais foguetes a Congreve

E os clarinetes soando o estridente som de ataques

Passagem de Humaitá, Rio Tebiquari, Piquissiri, Humaitá

Itororó, Fortaleza de Itapiru, Estero Belocco na margem

Tudo em cima de mim passando na minha alma calma de rio

E muito além dos meus barrancos já mancos de tanto sofrer

Alguns assoreamentos foram lágrimas escorridas por não ter onde correr.”

 
 
 

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