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Poesia - Me atrevo, por Carlos Magno Amarilha

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 17 de jul.
  • 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Campo Grande (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Me Atrevo"


ME ATREVO


bem me quer

mais bem me quer

muito mais bem

me quer

bem me quer

em tudo

bem me quer

o que der e vier

comigo.


(In: Bovinoletras, 2008)

 
 
 

4 comentários

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18 de jul.
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❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️

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Convidado:
17 de jul.
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Divinamente

um poema, uma reza, para dar certo o amor , ou melhor a alma gêmea, acontecer ...


Jorge Derreteu

Araçatuba -SP

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Convidado:
17 de jul.
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O título, "Me Atrevo", funciona como a chave de leitura para toda a composição. Em um cenário literário e social contemporâneo frequentemente marcado pelo cinismo, pela ironia ou pelo desencanto, o ato de se declarar plenamente amado ou de desejar o bem sem ressalvas é, fundamentalmente, "um ato de audácia". O "atrevimento" do eu lírico reside em escolher o otimismo radical. É a coragem de se entregar à vulnerabilidade do afeto, aceitando a cumplicidade do outro para "o que der e vier".


Massa!


Nelson Peres

São Paulo


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Convidado:
17 de jul.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

O ponto de partida de "Me Atrevo" é a intertextualidade com a célebre brincadeira infantil de desfolhar a folha de trevo: o “bem-me-quer, mal-me-quer”. Tradicionalmente, esse rito folclórico carrega o peso da dúvida, do acaso e da ansiedade amorosa, onde o destino do afeto depende da última pétala arrancada.

O poeta, contudo, realiza um corte cirúrgico nessa estrutura binária.O ponto de partida de "Me Atrevo" é a intertextualidade com a célebre brincadeira infantil de desfolhar margaridas: o “bem-me-quer, mal-me-quer”. Tradicionalmente, esse rito folclórico carrega o peso da dúvida, do acaso e da ansiedade amorosa, onde o destino do afeto depende da última pétala arrancada.

Amarilha, contudo, realiza um corte cirúrgico nessa estrutura binária. Ele extirpa o "mal-me-quer". Ao eliminar a…


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