Poesia - Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - parte V, por Athayde Nery
- Alex Fraga

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Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Athayde Nery, com Rio Paraguai, berço de guerra e de paz parte V
V
Eeeh meu Rio Paraguai.
De histórias sagradas e sangradas.
Mas quem tu és?
Tu que já foste chamado de Mar de Xaraés!
Por Alvar Nuñes Cabeza de Vaca, o Peregrino do bem.
Adelantado, Aventureiro, Curandeiro e Poeta
Condenado por se fazer irmão dos Índigenas da América recém chamada.
Cabeza de Vaca subiu tuas águas altas de Dezembro até Abril.
Se encontrou com as águas dos teus irmãos e irmãs que fluem nos campos:
Rios Sepotuba, Cabaçal Jauru e São Lourenço.
Paraguai Mirim, Pacú, Negrinho e Velho.
Taquari e seus arrombamentos, tormentos e assoreamentos. \
Abobral, Aquidauana e Miranda que já foi Mondego.
Rio Novo, Nabileque, Rio Negro, Branco e Tereré.
Tudo se encontrando e se apartando nas águas baixas de Maio a Novembro. Aquidaban, Apa, Ypané, Monte lindo, Jejuí correndo como se não houvesse fronteiras. Manduvirá, Piribebuy, Pilcomayo, Tebicuari e Bermejo.
Todos se tornando um só neste leito caudaloso.
E assim todo aquoso de misturas longínquas.
Saber que também corre sob ti, o poderoso Aquífero Guarani.





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