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Poesia - Planta Daninha, por Paulo Portuga

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 6 de nov. de 2024
  • 1 min de leitura

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta, professor, compositor e músico de Dourados (MS), Paulo Portuga, com "Planta Daninha".


PLANTA DANINHA


Como uma planta daninha

Teimosa, aproveito as brechas

Para poder crescer

De novo e de novo

Me desprendo do tempo

Procuro um vão

Rachadura no concreto

Uma nesga de luz

A umidade do sereno

Uma gota de orvalho

E verdejo entre o cinza

Renasço entre as paredes

Do ambulatório

Do consultório

Me apego fácil

À poça lamacenta

Ao ar poluído

Aponto para o céu

Minha casa queimou

O solo esturricou

Mas, ainda sobrevivo

Nas cinzas, no átomo

Na tempestade que passou

Sem signo, sem horas

Sem freio no gelo

De frente para o paredão

Sem adeus, sem perdão

Só um grito solto e seu eco.

...

Paulo Portuga, 01/11/2024.

 
 
 

1 comentário

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Convidado:
06 de nov. de 2024

Daninhas guardam fitoterápicos desconhecidos… Ervas da minha saúde!

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