Poesia - Festa de Rei, por Carlos Magno Amarilha
- Alex Fraga

- 18 de jul.
- 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Festa de Rei".
FESTA DE REI
no caminho da festa
tinha uma lama
(que passei o rodo)
amei a cada momento
do abraço carinhoso
janela fechada
cheguei intacto na festa
(estava programado
chegar sujo de lama)
muitos torceram o nariz
e de boa
me esqueci
não caí na sarjeta
dos contos infelizes
tirando as interpeles do caminho
foi um festaço!
(de tirar o boné)
fui embora até de motorista particular
que logo me avisou: ‘– é bandeira dois’
(taxista boa cepa, trocamos mil e uma ideias





Olha que barato o seu poema, bem diferente.
Sofia
São Paulo
Muito bom
O poema "Festa de Rei" é uma obra que, em sua aparente simplicidade, tece uma narrativa rica em metáforas sobre superação e resiliência. Através de versos concisos e uma linguagem acessível, o autor explora a jornada de um indivíduo que, apesar dos obstáculos e das expectativas alheias, consegue triunfar e desfrutar plenamente de suas conquistas.
A "lama" no "caminho da festa" representa os desafios e adversidades que inevitavelmente surgem na trajetória da vida. A ação de "passar o rodo" simboliza a proatividade e a determinação em remover esses impedimentos. Essa atitude contrasta diretamente com a expectativa alheia de vê-lo "sujo de lama", o que revela a presença de críticos ou daqueles que duvidam de sua capacidade de sucesso.
A "janela…
Simplesmente demais!