Poesia - Encontros felizes, por Marcos Coelho
- Alex Fraga

- 6 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Marcos Coelho, com "Encontros felizes".
Encontros felizes...
Marcos Coelho
Quando meus lábios encontram os teus...
Os sonhos se completam...
Os devaneios viram realidade...
A utopia se torna verdade...
O coração bate e vibra mais intensamente...
Obviamente os romances vão a histórias verdadeiras...
O teatro também tem sua cota de verdade...
O encontro de mãos são carícias e certezas...
Encontro de pés descalços são caminhadas desnudas...
São o desejo e a cobiça consumindo-se na luxúria...
No entanto, o divino e o eterno...
Observam em constelações...
Iluminando os corações a se entreterem...
No contato de seus corpos desnudos de vergonhas...
A sensualidade de corpos livres...
Ali não há pudores, só desejos...
Cavalgam em pelo seus corcéis fogosos,
Os campos são prados verdejantes...
O tempo ali parece eterno e sem fim o sentir...
O sentir quase original, latino ‘ab origine’...
Sentimentos originais...
Intensos, não há definição de sagrado ou profano...
E os lábios dizem do que querem ou desejam...
O corpo treme, freme, a pele fala por si só...
O aroma da pele sedenta de toque e amor...
A ópera de um sentir que vibra um vibrato de cem vozes...
Os instrumentos não cessam na melodia e harmonia...
Que ali se consome...
Um vulcão em explosões de lavas, magma vulcânico...
Tudo consome, vaporiza, acinzenta de puro calor...
Um calor transformador, consumidor...
Ali transcende-se ao infinito...
Vai-se a uma outra dimensão...
Sonata não ao luar, a todo o universo,
As galáxias, as infinitas constelações brilhantes do cosmos...
As palavras não conseguem descrever...
A ausência de vocabulários para transcrever sentimentos...
O que se vê ali, não se traduz, ‘poema-se’ em virtudes de imaginar...
Apenas imaginar, sim, com palavras como buraco negro...
Consumidor de tudo que se almejar ao toque das mãos...
Os frutos deliciosos de uma vasta produção...
Aromas, sabores em profundidades de ampla degustação...
O sentir em profundidades oceânicas,
O entregar-se à hora britânica...
Os doces canhões de amor a explodirem destruindo pudores...
Rasga-se o véu do que se esconde sob o fascínio do querer...
O poeta sorve o licor da poesia produzidas pelos amantes...
Aos encontros felizes que ocorrem séculos a séculos...
Amor, beijos, sensações, paixões, amplas produções...
Tecidos amplos e diáfanos de autêntica poesia,
Sem fronteiras, prenhes de desejos, livres e felizes,
Sim, palavras e sentires mui felizes...
Inesquecíveis do amor de amantes...
Não mais restritos a um luar de amantes...
Mas, ao universo inteiro de amor com suas constelações,
Vivo, vivo, vivo, eterno, nada fugaz....
Amor que está para além dos versos e ‘proseios’ da poesia...
Encontros genuinamente felizes.





Comentários