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Poesia - Domingo de Feira Livre, por Carlos Magno Amarilha

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 4 horas
  • 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Domingo de Feira Livre"


DOMINGO DE FEIRA LIVRE


A menina pediu para seu pai

comprar a boneca que

estava sorridente para ela

O vendedor rapidamente aproximou-se:

Ela chora, faz cocô,

da risada, dorme,

almoça e janta

tudo isso por apenas cinquenta reais.


A menina em voz alta “compra papai”, “compra papai”

O pai respondeu dou quarenta e cinco. Fechado.

“papai”, “papai”, “agora quero pastel!”.


O pai todo educado

“agora não filha, vamos logo para casa

que o almoço já vai sair

e você precisa cuidar da boneca

afinal, ela precisa comer, dormir,

fazer suas necessidades fisiológicas”.


A menina respondeu na lata:

“Não papai,

não é necessidade fisiológica

é cocô mesmo”.



[In: Poesia em 360 graus)

 
 
 

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há 3 horas
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O poema "Domingo de Feira Livre", de Carlos Magno Amarilha, transcende a simples rima para se tornar uma verdadeira cena de cinema capturada em palavras, um "causo" que pulsa com a vivacidade das manhãs de domingo. A obra mergulha na magia desse cenário tão brasileiro, onde a feira não é apenas um local de trocas comerciais, mas um palco de encontros e performances sociais. Através de figuras de linguagem que dão vida ao inanimado, vemos o feirante criativo exercer sua lábia quase teatral, personificando uma boneca que "sorri" e "come" para seduzir o olhar infantil. É nesse jogo de persuasão que surge a figura do pai negociador, fechando o trato com a clássica barganha que reduz o preço e sela…


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