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Poesia - Colheduras, por Edson Moraes

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 4 horas
  • 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o jornalista, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Edson Moraes, com "Colheduras"


COLHEDURAS

(Edson Moraes)


Catei uma estrela que era um graveto e me virou faísca na mão.

Catei um murmúrio que gritava meu nome e me trouxe o perdão.

Catei um esboço que tinha tal viço e me ensinou a não ser teu

Catei um vazio que vestiu minha morte e me enche de céu.

Catei meu ego e o amarrei sem nós nas alcovas do infinito

Catei meu silêncio e o depositei nas fronteiras do teu grito

Catei a flor do campo nascitura e prometida

Catei destinos, glórias, dores, pão e vida!

Catei o fim que de começos me arrebata

Catei o beijo, a traição e o mel que mata

Catei o tempo, a dor nas costas, o chão da idade

Catei a reza, a praga, o vinho - só não catei felicidade!

 
 
 

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