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Poesia - Casulos, por Isaac Ramos

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 9 horas
  • 1 min de leitura

Segunda-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o professor universitário, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Isaac Ramos, com "Casulos".



(Isaac Ramos)


Geografias absolutas do poema

Levam-me ao canto grande indissoluto da poesia.


Há dor no poema

A dor do poema

Ardor na poesia.


Na janela da alma 

debruços olhares me vigiam.

Se eu morresse amanhã,

Beberia uma taça 

De um poema (e)terno.


O céu está cinza.

Mas eu canto, 

(De)claro.

Ai de mim, ai de ti, 

Arida poesia...

Que senti

E não te (des) escrevi!


Há poemas em nós

Que (não) (des)atam.

E o Poema diz:

Decifra-me

Ou desfolho-te.


Borboletas no quintal

Saem da casca do poema

E me la(r) vam em poesia.

Na janela do arco-íris 

Contemplo os grilos

Para que pirilampem

E cri criem

No ócio e no cio.


Orgasmos empalavrados

No leito da página branca, 

ancas nuas da poesia

Ali ciam entre/versos

Que pedem passagem

Que vivem de fetiches. 


A boca é um depósito poético 

de sinestesias, 

de sensações diversas.

Ela atiça desejos 

como uma metáfora aberta.


O poema nomina

A poesia ilumina

Poema é a vontade da poesia 

Fique à vontade!


 
 
 

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há 6 horas
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Deslumbrante é o maior e melhor poeta do século

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