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Poesia - Ampulheta, por Ilsyane Kmitta

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 2 horas
  • 1 min de leitura

Segunda-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com a professora universitária, poeta e escritora de Dourados (MS), Ilsyane Kmitta, com "Ampulheta"


Ampulheta


Alucinado ser errante,

Ensaia o voo livre das aves,

Mas, planando sem rumo

É só frangalho carregado pelo vento

Um corpo arqueado sobre o tempo...

Enebriado à beira da falésia...

Tropeços, encontros, desencontros.

Bebe da esperança em frascos de miséria,

Segredos carcomidos em fiapos de mistério

Busca no riso da infância a lucidez, a fascinação.

Com maquiagem, redesenha o sonho, sem magia

O colorido que perdeu da vida, a emoção

Já não há balbúrdia ou festança

Partiram todas, sob as asas da ventania.

Na liberdade que insiste e impera,

Segue o compasso de um passo lento

Restaram apenas as silhuetas

Da areia que morre na ampulheta.

 
 
 

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Lindo e reflexivo

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