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Poesia - Carências do simples existir..., por Marcos Coelho

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 4 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Marcos Coelho, com "Carências do simples existir...".


Carências do simples existir...

Marcos Coelho


Caminhar sem saber aonde ir...

Voar esperando cair...

Queda livre sem paraquedas

Voar para um fim certo...

Ou cair dentro do sonho...

Acordar onde se dorme...

Acordar de um pesadelo somente...

Sentir que logo irá ruir...

Transformar-se em ruínas...

Degredo de um sonho em projeto real e possível...

Agora, totalmente alienada e impossível...

Não ter arrependimentos...

Viver integralmente,

Não se negar sonhos e desejos...

Pudores entre quatro paredes,

Pudores altamente discretos e honestos...

Nenhum ataque a lealdade...

Hombridade real e absoluta...

O toque dos sinos da cátedra...

O símbolo sacro...

Eliminar o que é profano ao ataque social...

Não trair a confiança, a palavra...

Sentir e cantar o sentimento honesto e próprio.

Substantivos altamente concreto e verossímeis...

Um ósculo de adeus na testa suarenta...

A velha testa da matrona...

O beijo eterno da estátua de pedra...

Um mausoléu totalmente esquecido...

A vendedora de fósforo em sua última e derradeira luz...

A morte que se avizinha incorrupta das ações humanas...

O homem corrompido em sua humanidade...

Obsoleto senso de moral perdido...

Despedaçada a última fatia de humilhação

O improbo acontecimento,

O corpo da criança jaz ultrajado no esquecimento...

Eu fui essa criança, eu fui o último ultraje...

A luz do amor angélico me resgatou...

O amor materno foi minha esperança...

O futuro me proporcionou o amor necessário...

Sem beijos, sem abraços, sem toques...

As palavras me envolvem e me abraçam sem segredos...

Beijar e ter a certeza de que nada vai acontecer ali...

É, com certeza, a aspereza delas, o tempo não cura...

Saturado palavras ruins só restará dúvidas...

O certo é o apostar em utopias vãs e levianas...

Resistir às cirurgias cáusticas...

Preencher em caligrafia o vazio que trago no ferido peito...

Extraindo da alma em versos as suas doces poesias...

Verdadeiro néctar dos versos,

Que sagram como os sentimentos olvidados...

A fragilidade e a inocência roubada...

Flores desabrocham sem jardins...

O destino é fluir em essências...

Perfumes exalam pelo ambiente e obstruem odores...

Causam esperanças aos olfatos tristes...

Porque existir é em poesia o aspecto principal...

Destino verdadeiro da dúvida na alma em trânsito ao divino...

São asas postas e, agora, abertas aos espaços infindos...

Na aposta do que mais se deseja na incerteza do que se sente...

O desejo certo e frêmito de existir que é: ‘Ser FELIZ’.

 
 
 

2 comentários

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Convidado:
17 de mai. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Excelente abordagem poética.


Mariana Fortaleza CE

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Convidado:
04 de mai. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️💪🏾💪🏾💪🏾💪🏾💪🏾

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