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Poesia - Aquidanoite, por Isaac Ramos

Terça-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Campo Grande (MS), Isaac Ramos, com Aquidanoite.


AQUIDANOITE


Ouvi o cântico de uma noite viva

E acompanhei o ritmo das águas que deságuam

Numa certa e bela Aquidauana

Por onde eu fui a luz do luar me acompanhou

Seja no meio dos galhos de uma frondosa

E copada árvore (ela não tem culpa)

Ou no mais alto do mais alto deles

Seja sentado num lance da escada

Da Matriz Nossa Senhora da Conceição.


E um casal que namorava juntinhos e abraçados

Observei também do meu posto de observação

E deste lugar privilegiado, divisei-a mais uma vez

Acima da fachada da igreja encantada

Que mais parecia o castelo da Disneylândia.


E vi o balé dos insetos que surgiam e desapareciam

Fazendo a todo instante certas evoluções

Debaixo das luminárias da praça do mesmo nome

Enquanto isso observava candidamente

A velha e linda ponte que liga a Anastácio

Talvez por isso, invejosas nuvens escuras e passageiras

Perpassavam por sobre a pérola suspensa

Que estava envolta numa auréola divinal e amarela.


E a felicidade que me lampejou o espírito

Fez chuviscar lágrimas por sobre o meu corpo embebecido

Não mais contendo agradeci a Deus por aqueles instantes

E à noite aquidauanense, de braços abertos, me entreguei.



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