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Poema - Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - parte X, por Athayde Nery

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 7 horas
  • 1 min de leitura

Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poema com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Athayde Nery, com "Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - Parte X"


X


“Eeeeh seres humanos!

Quantos lutos não carreguei de viúvas distantes

De filhos errantes e noivas sonhantes

Quantos homens e mulheres não lavaram suas dores em meus beirais

Vale a pena contar aqui uma dessas epopéias quase que irreais

Leva o nome de “Retirada da Laguna”

Passou ao largo mas pude ouvir seus temporais

Ali onde hoje é cidade de Jardim traz também um cemitério

Senhorinha Barbosa, mulher de fibra, se torna símbolo de uma paixão

Guia Lopes seu amor não descansa mostrando cada centímetro desse chão

Camisão, Juvêncio comandando seus soldados apenas no exemplo reto

Tropas se enfrentando em campo aberto, só o uniforme lhes diferenciava o lado

Negros, índios e brancos se matando sem saber do que e o por que?

Ainda se ouve os gemidos do cólera e cheiro de pólvora no Cambaracê

Pude sentir a ponte improvisada no meu querido Rio Miranda

Da Laranjinha do cerrado se acha o remédio pra não morrer

Soldados e Oficiais com a febre e os paraguaios em seu encalço

Capitão Pedro Rufino em Nioaque impede o desfecho trágico

Porto Canuto sendo ponto final em Aquidauana e Anastácio

Mortes inspiradas na coragem e ousadia nas duas margens

Canhões, baionetas, espadas encharcadas só de sobrevivência e dor

Uma retirada heroica, que deu início a várias cidades e povoados

Também de Patriotismo, amores e muita fé, como disse Visconde De Taunay.

 
 
 

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