Poema - Lenda Sul-Mato-Grossense, por Carlos Magno Amarilha
- Alex Fraga

- 5 de jun.
- 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poema com o escritor e poeta de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Lenda Sul-Mato-Grossense".
LENDA SUL-MATO-GROSSENSE
A Onça Amarela
só existe na redondeza
do Rio Brilhante
O caçador quando aponta
a arma na bicha brava
ela com seu olhar
entorta toda a arma
imagina o resto
Robervalino saiu correndo da mata arrepiado
Epaminondas gritou atira! atira! atira!
e a Onça Amarela chegou junto
comeu as armas
as botas
as roupas
e o motor do carro
os dois caçadores voltaram a pé
para suas casas
envergonhados
com uns montes
de risadas
dos vizinhos
(in: Asas Urbanas, 2019, p. 32).





Magnão, essa foi do Ó meu irmão! Valeu, mesmo, estou no corre, mas depois escrevo sobre essa onça.
Abraços!
Nelson Peres
São Paulo
Comer as bodas, os pneus e deixaram os caçadores no olha da floresta. Cara! Sensacional! Divino! Gostei prá caramba!
Joel Góes Florantim
Campo Grande
O poema "Lenda Sul-Mato-Grossense", extraído da obra *Asas Urbanas (2019) do poeta Carlos Magno Amarilha, é uma obra-prima da criatividade que reinventa o folclore regional com uma boa dose de maestria, ficção e humor. Ao criar o mito da Onça Amarela, habitante exclusiva das redondezas do Rio Brilhante, o autor entrega um texto de extrema importância para o imaginário popular, funcionando quase como uma sátira pedagógica voltada para os caçadores de plantão. Na literatura e nos causos tradicionais, o caçador de onça costuma ser pintado como uma figura heroica e imbatível, mas Amarilha inverte completamente essa lógica. A Onça Amarela não precisa nem usar as garras para vencer o homem; o seu olhar é tão poderoso que é capaz de…