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Poesia - Sentimentos estrondosos..., por Marcos Coelho

Foto do escritor: Alex Fraga
Alex Fraga
há 4 minutos
2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o Escritor, Poeta, Contador de Histórias, Professor e Educador Ambiental Presidente da Academia Douradense de Letras - ADL – Dourados/MS, Marcos Coelho, com Sentimentos Estrondosos.


Sentimentos estrondosos...

Marcos Coelho


Pássaros voejam...

Os temporais trovejam...

Es os anjos tocam instrumentos...

E os anjos cantam hosanas...

Os jardins florescem...

Os insetos alados...

Os insetos alados polinizam...

A vida estua em todo lugar...

As velas acesas...

As luzes bruxuleantes desse novo amor...

Os beijos sonhados e não consumados...

O cetim do lençol permanece intocado...

Os lábios que gostaria que tivessem te tocado...

A benção foi dada...

A construção sim, está posta em frente...

O deserto não está mais só...

A solidão foi abalada com teu sonho...

O sonho abalou a realidade...

A morte desistiu e deixou resistir e viver...

Um momento apenas...

Um gesto apenas...

Foi tudo decisivo...

O teu casamento, o teu entender escasso...

O teu esquecer a memória...

O assassinato sem armas...

O assassinato de um anjo...

Famílias nefastas e cruéis...

O cortejo de um casamento e de um funeral...

Hei de devolver-te os ossos...

Os ossos que te pertencem...

O jazigo frio e marmóreo que nunca me pertenceu...

Tome a si o teu corpo verdadeiro...

A ti todo esse espúrio acaso de um olvidar...

A esse núcleo familiar recairão a ira dos deuses...

O tempo fará a justa punição...

A dama com a espada e a venda não é tão cega assim...

Os sentimentos são estrondosos como bombas...

O tempo é de luto e aturdimentos...

Muitos aturdimentos e sentimentos ocos...

Gritos e bombas...

O tempo é justo...

O universo é vasto...

E saberá devolver as dores ofertadas no altar...

A vida sempre volta...

A vida sempre volta... E a poesia sangra sobre as rosas no soar de sinos...

Ao tocar da trombeta... A guerra não cessou, com a Paz, a Justiça te vê.

 
 
 

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