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  • Foto do escritorAlex Fraga

Evento - Poesia e prosa de Pedro de Medeiros na Academia de Letras nesta terça


Com apresentação e pesquisa feita pelos escritores e acadêmicos Raquel Naveira e Henrique de Medeiros, a poesia e a prosa de Pedro de Medeiros - conhecido e reconhecido nome da literatura dos dois Mato Grossos - serão abordados no evento do Chá Acadêmico da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras / ASL deste mês, com entrada franca, a ser realizado no auditório da instituição. O Chá Acadêmico – realizado tradicionalmente todos os meses de março a novembro de cada amo – de agosto será realizado nesta terça-feira, (23), a partir das 19h30min, no auditório da sede da ASL, com capacidade para 200 pessoas.


O escritor corumbaense Pedro de Medeiros - poeta, cronista, músico e teatrólogo que nasceu no século XIX e faleceu em meados do século XX – é autor de “Lenda Bororo”, poema que é uma referência de Corumbá. Ele natural de Corumbá e morou também no Rio de Janeiro e em Campo Grande, mas passou a maior parte de sua vida na cidade natal, onde faleceu em 12 de abril de 1943, com 51 anos.


Lenda Bororo


Deus atirou no espaço um punhado de estrelas Uma chegou à terra. Outras, tardam ainda. A que desceu, por certo a mais luzente delas, veio e se transformou numa cidade linda!

Desceu, porque do alto o Paraguai parece neste ponto uma joia: escreve em prata um S que a estrela imaginara um prendedor ideal ligando à serrania o imenso Pantanal. E como a muita estrela o céu azul não baste, caiu – como um brilhante, à procura do engaste!

E Corumbá surgiu, por sobre a terra branca, na alegria sem par do gentil casario, entre o verde dos montes - no alto da barranca, debruçada a sorrir para o espelho do rio.

Apresentadores do Chá, os escritores Raquel Naveira e Henrique de Medeiros (também corumbaense e sobrinho de Pedro de Medeiros) admiram a obra do autor, que tem base em suas poesias e crônicas formando um registro poético de costumes, preferências, rotinas e trajetos no município fronteiriço; possibilitam a construção de um referencial de identidade e de memória da sociedade Corumbaense dessa época e, por que não dizer, da sociedade sul-mato-grossense. Um registro poético de costumes, preferências, rotinas e trajetos do município, a realidade dos que compunham a sociedade brasileira do final do século XIX e início do século XX.


Entre os poemas que Henrique e Raquel irão abordar, está também “No Pantanal”:

Manhã de sol. Ao lado da cabana, “sea” Rita assopra o fogo, de joelhos. Batidos trapos brancos e vermelhos se estendem no varal, que o vento abana...

São “nho” Juca e “sea” Rita já bem velhos, e anônima humildade ali os irmana... Galinhas no terreiro... milho... cana... Vivem, na alma dos dois, dois evangelhos!

Cheira café torrado. O bom velhinho um “pito” a fumegar, caniço em punho, embarca na canoa remendada...

E, lá dentro da mata, um passarinho - pintassilgo ou sabiá -, quem sabe? (é junho) glorifica a pobreza afortunada.


A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras tem sede na rua 14 de Julho, 4653, nos Altos do São Francisco, em Campo Grande. Referência cultural no Estado, a ASL comemorou recentemente seu Cinquentenário de fundação. Mais informações no site institucional: www.acletrasms.org.br .


Assessoria da ASL

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