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  • Alex Fraga

Crítica – Espedito di Montebranco brilha no monólogo ‘Esparrela’!


Assistir ontem o monólogo “Esparrela”, na sede do Grupo Teatral de Risco, com o ator Espedito di Montebranco, me fez inicialmente lembrar da frase de Jean Barrault, que diz que “o teatro é o primeiro soro que o homem inventou para se proteger da doença da angústia”. Não que eu esteja neste momento, mas muita gente está e deveria assistir esse trabalho, que com certeza prenderá a atenção a cada movimento, palavra e assim esquecer um pouco dos tais problemas que possivelmente enfrenta. O campo-grandense que sempre reclama de opções culturais e principalmente preços dos espetáculos, por sua vez quando tem oportunidade de assistir algo gratuito, praticamente não se interessa. Apesar do local de apresentação ter a capacidade de no máximo 80 a 90 pessoas, pelo menos 50 delas, amantes das artes foram prestigiar o artista e ver essa incrível história que conta a relação do urubu Arquimedes e seu adestrador Manuel, que para entrar na cidade da qual foi expulso, resolve ensinar a ave a dançar para impressionar as pessoas daquela cidade. Desta relação surge uma amizade que se encerra com a morte de Manuel e o ressurgimento de Arquimedes que descobre que não precisa de Manuel para existir. Um texto revela provocações sobre o medo, a frustração, a falsa ideia de esperança ou felicidade, o desejo por algo, mas tudo inalcançável. A encenação e cenário mostram a simplicidade em si, onde o excelente ator Espedito di Montebranco consegue prender em praticamente uma hora esta relação de forma muito intima e visceral, faz nos lembrar dos contadores de histórias tão presentes na nossa tradição, principalmente os que nasceram no interior como este jornalista. O que impressiona também nessa encenação são os movimentos corporais do ator, que teve sua preparação com Chico Neller. Literalmente se entrega e nos encanta em alguns voos (movimentos dos braços imitando o urubu) realizados pelo ator. Trabalho simples, mas muito bem feito da iluminação e som. Outro ponto positivo na organização: a peça teatral iniciou pontualmente às 20 horas, o que demonstra respeito total ao público. Assistir ‘Esparrela” é colocar mais cultura, poesias e histórias no coração. Vale a pena ver e com certeza recomento a todos! O espetáculo estará em cartaz até domingo, sempre ás 20 horas e com entrada gratuita.

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