• Alex Fraga

Show – Grineberg: “Retornar no Bonito Blues é extremamente gratificante!”

Adriano Grineberg, é considerado um dos maiores músicos do blues contemporâneo no Brasil. Em uma conversa exclusiva para o Blog do Alex Fraga, ele falou sobre as expectativas e principalmente seu retorno ao Mato Grosso do Sul no Bonito Blues & Jazz Festival, que acontece neste mês no período de 20 a 22 (quinta a sábado), no Centro Multi Uso (CMU), sempre às 21 horas.


“Retornar ao Bonito Blues & Jazz Festival para mim é estar prestigiando um evento que tem um formato único. É extremamente gratificante. Ele prestigia a cena local, nacional e internacional de uma forma muito inteligente, Lá podemos ver e ouvir músicos da América do Sul cantando línguas ancestrais da nossa América do Sul. Então é uma coisa que tem tudo a ver comigo, essa questão ancestral, a natureza do lugar... Ás vezes os próprios sul-mato-grossenses não têm a noção do quanto é grandioso e agraciado esse lugar por Deus. Por isso faço questão de ficar por alguns dias justamente para entrar na energia”, comenta o artista.


Grineberg salienta ainda que esse ano será algo muito especial. “As pessoas ainda não sabem, pois é o último show que estarei fazendo como Adriano Grineberg blues for África. É a derradeira dessa turnê. O meu primeiro single do próximo álbum vai sair no dia 1° de Julho - 10 dias depois do festival. Estou chegando como “Grineberb” apenas, pois é o nome que estou projetando para fora do país. É um trabalho que tem mais a ver como o Grineberg, que trás raízes ancestrais, rock progressivo, a psicodelia dos anos 70 entre outros. Então estou finalizando uma fase não só da minha carreira, mas da minha vida.. Estou carregando muita emoção”.


O artista comentou ainda que não definiu seu repertório. “Não tem nada ainda certo do que vou mostrar, até porque no blues você vive um dia de cada vez. Mas o que sei que essa apresentação estará carregada de muita emoção de coisas que estou passando em minha vida. Emoção que tem que colocar para fora, dividir. Eu sempre falo que quando você chega a um lugar, leva alguma coisa sua e leva desse lugar alguma coisa embora. Ainda estou carregado daquela apresentação de 2017. Também vou ter uma chance de fazer uma troca com alunos da Rede de Ensino, através da “Geografia da Música” que é um projeto delicioso e que estou apaixonado por fazer, de contar a história da humanidade, citando exemplos do jazz e do blues, coisas que me completam muito”.


A música de Grineberg é o resultado da combinação de uma variedade de referências da música internacional, como Ray Charles, Taj Mahal e Bob Marley, e dos grandes mestres da música brasileira. Sua música também é influenciada pela música da África e da Índia (a última, um país em que ele já viveu). Esta inesperada combinação de influências traz originalidade e singularidade sem fronteiras à sua música. Pianista de formação erudita, compositor, arranjador e cantor, descobriu o blues no final dos anos oitenta. Tornou-se uma paixão, que o fez tocar com grandes artistas desse gênero musical, como Deacon Jones (EUA), John Pizzarelli (EUA), Andre Christovam (Brasil), Corey Harris (EUA), Igor Prado (Brasil), Big Time Sarah (EUA), Deitra Farr (EUA), James Wheller (EUA), Jimmy Burns (EUA) e Magic Slim (EUA), com quem gravou um CD junto com a Blue Jeans Band (Brasil).


Em 2004, Adriano Grineberg abriu três vezes os shows do BB King em São Paulo. Em 2016, seu trabalho foi premiado com o Prêmio Profissionais da Música 2016 (Prêmio Profissional de Música 2016) / Music pro Awards (Brasil) na categoria Melhor Músico de Rock e Blues. No cenário da música brasileira, ele tocou com a banda Ira! (uma das maiores bandas do rock brasileiro); Também tocou com - e gravou com - Filipe Catto, Arnaldo Antunes, Elba Ramalho, Wanderléa, Ana Cañas, Gilberto Gil e Paralamas do Sucesso. Ele apareceu 150 vezes em créditos de discos antes dos 40 anos! Artista eclético, produziu dez CDs de discos New Age e World Music junto com o guitarrista Edu Gomes - com destaque para o álbum Music for the Bach Floral Remedies, reconhecido com o selo de autenticidade do Instituto Edward Bach, na Inglaterra.


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