• Alex Fraga

Show – Grineberg lança sábado seu álbum “108” em São Paulo

Um dos maiores nomes do blues brasileiro e que já esteve por três vezes em Mato Grosso do Sul mostrando seu belo trabalho musical (a última vez foi no Bonito Blues & Jazz Festival em junho) está com novo trabalho. Adriano Grineberg, ou seja, agora apenas “Grineberg”, cantor, pianista e compositor apresenta em show inédito com seu 3º álbum, “108”, que o aproxima das matrizes ancestrais da África, Ásia e das Américas com criatividade e ousadia.


Há mais de 25 anos na estrada, ele tornou-se um dos nomes mais expressivos do blues contemporâneo no Brasil, sendo presença constante nos principais festivais dedicados a este gênero musical. Participou de mais de 150 cds/dvds e fez shows ao lado de artistas como, André Christovam (Grineberg toca a 15 anos em sua banda e participou da gravação de seu novo CD), Corey Harris, Ira!, John Pizzarelli, Magic Slim, Ana Cañas , Filipe Catto e Gilberto Gil, entre outros.


Com sonoridade própria e original que mescla o blues com influências africanas que remontam às origens dessa musicalidade seminal, o músico paulistano, cujo nome artístico agora é apenas Grineberg, tem como marco dessa sua nova fase o lançamento do 3º álbum solo, “108”, disponível nas principais plataformas digitais e base de seu novo show, que será apresentado no dia 27 de julho (sábado) às 21h no Teatro do Sesc Belenzinho (SP). Seu trabalho anterior, “Blues For Africa” (2013), rendeu a ele o Prêmio Profissionais da Música por dois anos consecutivos, 2016 e 2017. O álbum foi audacioso ao incorporar o universo do continente africano em canções cantadas em iorubá, entre outros idiomas, explicitando conexão fantástica com o blues. Grineberg (voz, piano e teclados) terá a seu lado Fabá Jimenez (guitarra), Caio Góes (baixo), Marco da Costa (bateria) e Daniel Lanchinho (samplers e engenharia de áudio). No repertório do show, músicas do novo trabalho, como “Ahura Mazda”, “Shakti”, “Oxum Xirê” e “Ekbar”, e também algumas de “Blues For Africa”, entre elas “Olodumare”, “Tuareg Blues” e “Kumbaya”, com novos arranjos.

SAIBA MAIS SOBRE “108”


Grineberg leva adiante o conceito estreado em “Blues For África” neste novo álbum. É a imersão em sua bela história de quase 30 anos de carreira, com direito a mais uma leva de “conexões”, talvez a palavra que defina melhor este novo trabalho. Um artista conectado com o mundo. Além do blues, linguagem da qual é um dos maiores conhecedores na América do Sul, sempre manteve seu olhar nas ligações com as raízes africanas, mas também muito atento ao regionalismo da riquíssima cultura brasileira e de países da América Latina como um todo.

É o caso da música regional do Maranhão e também de lugares improváveis de se estabelecer essa relação, como Índia, Paquistão e Oriente Médio – todos locais que Grineberg visitou entre 1995 e 2015 em longas permanências. As músicas foram compostas em várias línguas ancestrais dessas localidades. Não bastasse tudo isso, ele

incorpora elementos da influência “sufi” da África Ocidental e dos tuaregues (nômades do deserto do Saara) – considerado o DNA dos primórdios da forma rítmica, melódica e poética do blues, que atravessou o Oceano Atlântico rumo à América do Norte.

108 é um número considerado sagrado em algumas tradições do oriente e representa a manifestação plena da Divindade Suprema manifestada no Universo nas mais diversas formas de expressão, síntese da diversidade e multiplicidade de linguagens sonoras e ancestrais contidas na obra. Com produção de Fabá Jimenez (que já trabalhou com Filipe Catto e Ana Cañas) e arranjos do próprio pianista, “108” é uma síntese da carreira de Grineberg. “O novo trabalho sintetiza todas as minhas vivências musicais e espirituais desde 1995, ano de minha primeira viagem para a Índia, onde busquei todas as formas de conhecimento”, explica.

FAIXAS DO ÁLBUM 108

1) Ahura Mazda: Significa literalmente (Fogo Sagrado). Mantra do Zoroastrismo cantado em persa antigo que ativa a força dos elementais (fogo, água, terra e ar) que são citados na letra.

2) Shakti: Significa energia feminina complementar. Canta os mais diversos nomes da chamada “Mãe Divina”: Durga, Sarasvati, Parvathi, Sita (hinduísmo), Yemanjá e Obá (candomblé), Tara (Budismo), Maria (Cristianismo).

2) Xangô Hara: Ponto ancestral de candomblé (Keti) para Xangô (Fogo, Tempestade) e Airá (Vento).

3) Oxum Xirê: Roda de Fogueira para Mãe Oxum (No Candomblé representada pelas águas doces na Natureza).

4) Ekbar: (Canta na língua hindi) Música devotada ao mestre espiritual Sri Sathya Sai Baba, do qual Grineberg é devoto. Fala da chama interior que reside em cada ser e que é despertada através do contato com o Guru.

5) Hara Mahadeva: Música para Shiva (no hinduísmo, o Deus da Destruição) aquele que destrói no fogo para reconstruir, que mata para fazer renascer. Transforma os mundos, galáxias através de sua dança cósmica.

6) Xangô Hara: Ponto ancestral de candomblé (Keti) para Xangô (Fogo, Tempestade) e Airá (Vento).

7) Allah Hoo: Canto Sufi significa (Deus É…) Em seu aspecto cósmico e Absoluto. É o próprio corpo do Deus Uno e Universal Vivo. Fala da revelação do anjo Malaeik a Mohammed e a forma como a Verdade Universal lhe foi revelada em forma de poesia na língua qawali (Paquistão).

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