Reflexão - Diário de uma Idosa 275, por Joana Prado medeiros
- Alex Fraga

- 23 de jul. de 2025
- 1 min de leitura

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de texto de reflexão com a professora universitária, historiadora, poeta e escritora de Dourados (MS), Joana Prado Medeiros, com seu Diário de uma Idosa 275.
DA COVARDIA DE UMA IDOSA TRISTE...
Um emaranhado me envolve. Embora o segure. O fio da tal meada. Ainda que tenha o fio embolado, sei que posso desenrolar. O que "assucede" é que não sei se terei coragem e tempo para destrincha-lo. A mim, não mais importa saber diante do sentir, quando o sentir caminha (des)encabeçado do fazer. Quando existe desencontro entre o sentir, o falar e o fazer. E o mais complicado é o não pertencer e não ser diante do que se é. E o que se "É" fica mudo e hirto, esperando, debaixo de um guarda chuva. Calada à espera de um raio de sol e do claro da lua. Do dia que virá cobrir todo o medo e toda a labuta... Assim, talvez, quem sabe (a sorte dos que tem fé) serão soltos os fios no exato instante de estrelas e na coroa diante do caixão. Irei bater de frente com som das nuvens e o som da terra. Talvez minha alma saberá se tudo valeu a pena...Quando a dor doída e o viver em pratos de arroz e feijão um quadro na parede ou fotos em um álbum sem abrir. Os dias "enuvelados" passam e a dor covarde aqui não passa. A dor...Lá no infinito será o lençol branco ou púrpura que me vestirá.
( Joana Prado Medeiros - 22/07/25 - Direitos Autorais Lei 9.610/98)





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