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Reflexão - Velhas e Novas ferramentas de fazer "Rabiscos", por Sylvio D Prospero



Segunda-feira no Blog do Alex Fraga é dia de texto de reflexão com o poeta e escritor de Curitiba (PR), Sylvio D Prospero, com Velhas e Novas ferramentas de fazer "Rabiscos"

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VELHAS E NOVAS FERRAMENTAS DE FAZER "RABISCOS"


Quando comecei à me aventurar nos "rabiscos de letras", como costumo dizer de meus escritos, foi com uma caneta que meu pai o Véio Domingos me deu, quando eu tinha 12 anos de idade, era uma caneta tinteiro, marca Parcker, a ostentação da escrita, que ele financiou no Mappin, uma loja de departamentos, muito famosa em São Paulo.

Muitas reflexões, contos, ensaios, músicas e poesias foram escritas com a "preciosa", como a apelidei.

O tempo foi passando, fiz meu curso de datilografia, fui ser datilógrafo, e me encantei pela nova ferramenta de escrever.

O tempo passou, continuei à rabiscar com a velha " preciosa", minha caneta.

Até que conheci a maquina de datilografia portátil, foi amor à primeira vista, mas muito distante das minhas posses.

O tempo passou, até que o sonho se realizou, e a nova companheira de rabiscos, agora "rabiscos mecanicos", entrou em minha vida trazendo novas sensações e motivações para a imaginação.

Para que meus velhos rabiscos não se sentissem esquecidos ou menosprezados, datilografei todos eles e os guardei no meu baú.

O tempo continuou passando e o novo sonho de consumo passou à ser o computador que, quem me conhece sabe, sempre fui avesso.

Mas ao mudar para um apartamento, os "tlec tlec" da velha "remington", madrugada a dentro, começou a atrapalhar os vizinhos e, uma visita do síndico, me fez parar de "rabiscar mecanicamente" à noite, o que me deixou, como diria... meio sem imaginação.

Foi então que ganhei um IPod do meu filho Renato, e contra meus princípios arcaicos entrei na era digital, dos IPod, IPed e do celular...

Hoje tenho minha "preciosa", a caneta, e minha "máquina de rabiscos mecânicos" portátil, guardadas no meu baú de recordações, de vez em quando troco a tinta da caneta e, bato a tecla "espaço" na máquina, só para reviver o meu passado de rabiscos e manter vivas as minhas ferramentas de rabiscar...

                                           (Véio D'Prospero)

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