• Alex Fraga

Reflexão – Diário de uma Idosa XXII, por Joana Prado Medeiros

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga mais uma reflexão da historiadora, professora universitária, poeta e escritora Joana Prado Medeiros.


O véu da vida translúcido e flamejante cintila em minha frente desnudando às vísceras dos sentimentos mais escondidos guardados a sete chaves no porão do sem fim dentro dos filhos de Adão e Eva...Eles agora bailam em uma dança trágica a fazer chamada do fim das horas. A primeira a ser chamada é a angustia ela se apresenta enrugada dentro de um caramujo e responde rouca presente eis- me aqui, em seguida é chamado o medo e este com sua coroa de polvo se apresenta eis - me aqui presente. O terceiro a ser chamado é o egoísmo e este em seu trono de carmim não se encolhe e se apresenta eis- me aqui. É então chamado o julgamento e este senhor de si toma seu secto e ergue os braços apontando e diz eis- me aqui. Furioso o orgulho aguarda sua vez é indigno dele esta espera é chamado e de queixo alto senta no troco do lucro dos que venceram sozinhos e diz eis- me aqui presente... O senhor ódio de faixa cor das matas e do ouro não enxerga mais ninguém. Mas na antessala da penumbra quase cansado de ser em seu penúltimo lugar por fim é então chamado o amor este sem vestes e com frio tremendo e sem encontrar seu ninho e seus pares grita em vão suspira e diz eis-me aqui... Por último vista por todos celebrada ao sons de trompetes e buzinas sibila a maçã da morte, então é chamada e esta com seu poderoso véu vitoriosa segue cobrindo a todos calando suas vozes brada para o Éden inteiro ouvir eis- me aqui presente.


( Joana Prado Medeiros - 04/04/2021) É pandemia.



8 visualizações0 comentário