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Reflexão - Diário de uma Idosa 283, por Joana Prado Medeiros

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 17 de set.
  • 2 min de leitura
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Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de texto de reflexão com a professora universitária, historiadora, poeta e escritora de Dourados (MS), Joana Prado Medeiros, com seu


A CASA DO ENFORCADO...


Quando eu era criança e tinha nove aninhos, meus pais mudaram para Dourados MS. Foi um reboliço em minha vida. Mudamos para uma casa esquisita e o meu quartinho era pequenino. Até aí tudo bem. Assucede que os dias foram passando e fiz amizade com uma menina da vizinhança e para o meu espanto ela me contou que naquela casa houve um rapazinho que se enforcou. Fiquei muito perturbada e para piorar a situação quando fomos brincar em meu quarto com boneca de papelão ( aquelas que a gente trocava com as roupas recortadas de papel não recordo o nome) ela, então me disse que o rapaz morreu bem onde ficava a minha cama que colocou a corda em um caibro. Pronto o desespero bateu a noite eu sentia os pés do menino balançando sobre o meu rosto.Todas as noites chorava e ia dormir no chão no quarto do meus pais. Meu maninho era um molequinho astuto, ele tinha um gatinho que se chamava Roberto Carlos que comia picolé e sorvete. Ele para resolver a situação me disse maninha vou te emprestar o meu gato, coloque ele pra dormir com você que ele vai espantar o fantasma. Dito e feito o Roberto Carlos passou a dormir comigo. Melhorou o medo, mas quando o gato miava e seu pelo ficava arrepiado eu gritava, era um desespero de fazer dó. Felizmente, um ano depois, (aff) mudamos daquela casa que me causava tanto terror. Hoje, eu passo em frente a casa e tenho tantas saudades, agora os meus fantasmas gato não espanta. E o Roberto Carlos foi morar no céu junto com o meu amado maninho, deve estar lá cuidando dele. Naquela residência eu tive uma casa na árvore e as vezes eu e o mano dormíamos lá, era bom fugir do medo. Agora, eu quero uma casa na árvore, mas meu pai não está aqui para fazê-la. Nas horas de descuido viro passarinho e fico dançando o bailado dos galhos. E nas horas de cuidados, aqui no chão, não tenho galhos ( irmãos ) e choro. É isso


.( Joana Prado Medeiros - 15/09/2025 - Direitos Autorais Lei 9.610/98)

 
 
 

2 comentários

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22 de set.
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❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿

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João
17 de set.

História emocinate. Cheia de recordações. De certa forma a vida é feita de saudades e lembranças. E alguns medos também. Parabéns pelo lindo texto

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