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Reflexão - Diário de uma Idosa 171, por Joana Prado Medeiros

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de texto de reflexão com a professora universitária, historiadora, poeta e escritora de Dourados (MS), Joana Prado Medeiros, com Diário de uma Idosa 171.


DIÁRIO DE UMA IDOSA 171 -

HÁ CONTROVÉRSIAS?


Não, não, não estou a dizer de uma bela festa, ou de um barzinho lotado com alguém tocando jazz, MPB ou rock , não, não estou a dizer de mesa linda rodeada de amigos das antigas a fazer um brinde, da risada de chamar um amigo com o apelido de infância. Não, não estou a dizer dessa vibe, dessa delícia de bebericar lembranças e sonhos numa mesa de bar na noite de Sexta Feira...Estou a dizer de um encontro semanal, marcado e narrado no sofá da sala da casa de uma amiga, quando, nós reunimos duas ou mais, aos finais de semana. Estou a dizer do tricô que ficou esquecido na mesinha da sala, do bocado de feijoada que foi colocada em um pote de margarina pra amiga levar, estou a dizer da latinha aberta e bebida com som de "receba as rosas que lhe deu são flores lindas meu amor", estou a dizer também do som do Raulzão, do corte do vestido que estava sendo customizando e a amiga ajuda cheia de palpites, estou a dizer do celular novo que amiga ajuda a regular a configurar o toque...Estou a dizer das lamúrias que falamos que a filha isso e isso e aquilo, que o filho aquilo e isso e isso, dos desenhos do netinho. Estou a dizer de senhorinhas, com pouco mais de sessenta que se tenta autonomia...Que abre a latinha de cerveja e diz - Mode de que tanta reparação!? Tantas observações!? Se cuidamos das nossas casas, recolhemos o lixo do luxo, pagamos os impostos. Baixamos nossos aplicativos e de aplicativo em aplicativo aplicadas vivemos. Pois é a noite é fria, mas não é frio o dia...Se na calada horas da tarde chuvosa, podemos ir ao supermercado, a farmácia, compramos o leite, a ração e a pipoca e o pão. Cuidamos da roseira e do rosário. A chuva fria nos pés na réstia da sombrinha, no parabrisa na brisa dos cabelos brancos. Ora, pois, como é? Qual foi? Então, somos, aceitas no útil horário do estômago e das dores e dos desejos. E não podemos na sexta feira a noite beber nossas cinco latinhas (cinco para cada uma) das fininhas, cervejinhas vagabundinhas cheias de açúcar, sonhadas e mascaradas (ruim, é a que cabe no bolso) Fiquem, sabendo que já foram pagas e bem pagas pra mais de duas décadas!!! Pois, tome tenência, tome tento, Se oriente e cresça!


( Joana Prado Medeiros - Direitos Autorais Lei 9.610, 19/02/98)

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