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Poesia - Vista 22 Paulicéia Desvairada, por Paula Valéria Andrade


Sábado no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com a poeta e escritora de São Paulo, Paula Valéria Andrade, com Vista 22 Paulicéia Desvairada


VISTA 22 Paulicéia Desvairada


O vai e vem sobre trilhos Bondes por toda a cidade Vejo via viaduto moderno O urbano concreto e a quebra do terno Anita Mafaltti inaugura a vanguarda modernista Após seus diversos estudos parisienses e cubistas E assim, chega Tarsila na sequência Imortaliza e diviniza a pincelada do Abaporú Entre tantas outras essências para construir em 33 Os operários, que ficam para sempre no retrato.

E se Mário é hoje um gigante, como será que era de fato Mario, na sua vida de antes? O benefício da dúvida anuncia, sem saber como expressar Que a Semana de 22 também trouxe na escadaria, Presenças inúmeras a se lembrar. E ressalvo na cena que acena, Entre o profano e o sagrado das verdades que vem, do lado de lá. Acesso à memória da presença de Eugênia, atriz que por um triz Não se sabe esquecida. Figura marcante e hoje redimida.

E a Oswald de Andrade, coube à grande verve à porta do Teatro Municipal Escadaria, tumulto, gente e coisas e tal. Tudo improvisado e triunfal. A eloquência e a ambivalência de uma arte moderna brasileira, saía da prateleira.

E assim cem anos se completam de tamanha façanha A antropofagia que nos une, mastiga e engole, atrevida grita e estabelece, A liberdade de pintar e escrever, sem as bases de um formato ou padrão, Ou de um estilo ou conceito europeu que nos faça prescrever. Salve o Modernismo e a ruptura de um mundo pré-formatado. E hoje, seguimos em frente avançando num Brasil pós-moderno, de fato.

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