Poesia - Via de Regra, por Carlos Magno Amarilha

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Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS) , Carlos Magno Amarilha, com "Via de regra".
VIA DE REGRA
Naquele rio
debaixo da ponte
no barranco
alguém já pescou
olhando para
o outro lado
e imaginou
atravessar a nado
e assim
o fez.
(AMARILHA, Carlos. In: Poesia do Pantanal: bicho, areia e cal).





Oloko Meu! Valeu Magnão!
Ao classificar o ato como "regra", o poeta subverte a ideia de que o ser humano é naturalmente apegado à segurança do solo firme. Sugere-se que a verdadeira lei que rege a existência não é a permanência resignada no barranco, mas a necessidade imperativa de sonhar com o outro lado e, em última instância, lançar-se às águas para alcançá-lo.
Nelson Perez
São Paulo
O poema constrói em versos mínimos e despojados uma alegoria profunda sobre a inquietação humana, a imaginação e a inevitabilidade da travessia.
Edson Lima
a imaginação, vontade, cálculos, necessidades
fazem o acontecer