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Poesia - Um Nenhum, por Henrique de Medeiros

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 11 de jan.
  • 1 min de leitura

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Sábado no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o publicitário, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Henrique de Medeiros, com "Um Nenhum".


U M   N E N H U M

 

quando eu vim

não sei de onde

nem pra onde

mas cheguei aqui

eu era um

hoje não sou mais

nenhum

daquele um

quando eu vim

ok adiante

vou em frente

mas seguir

sem olhar pra trás

é psicopatia

ou sensatez

por aqui são

tantos cérebros

indecifráveis

próximos

mas desuníssonos

tantos e não

conseguem respostas

muitas vezes

nem perguntas fazem

querem sondar o insondável

achar o inalcançável

o olhar de cada um

vê prismas diferentes

o sorriso de cada um

especula encantos matiz

os ouvidos de cada um

ouvem sons distintos

no que se baseia a multifacetagem

encontros plurais

olho e me apequeno

com tantas multidões

serei maior que elas

na minha pequenez

fala um fala dois fala três

quantos pensares

valem frases ou conceitos

alguém tem a resposta

pois quando vim

eu era um

sou nenhum

 

 
 
 

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Bárbara Franco Ferreira
24 de jan.
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Uma reflexão em um conjunto de palavras

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