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Poesia - Um Amor Perdido, por Carlos Magno Amarilha

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 10 de out.
  • 1 min de leitura

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Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Um amor perdido".


UM AMOR PERDIDO


estava

uma nave espacial

de potência e belezura


o barato todo

bem bolado

nos mais altos dos ofícios

conforme o planejado


boas rolaram

shows ao vivo

que deixam inebriados

ballet clássicos

forró do bom

MPB

verdadeiros espetáculos

de bandas divinas

coquetéis e caipirinhas

tudo em cima

quadros de belezas

insuportavelmente lindas!


foi quando você

me pegou na surdina

e disse:

- dez! perfeito! maravilhoso.

mas tô zarpando

não se zangue

tenho que partir

e foi sem pestanejar


meu coração, espatifou-se

encontra-se em plena recuperação

quantos dias ainda,

perguntei à médica

que respondeu: só o tempo dirá!


(Carlos Amarilha, in: Arandu Y Porã Terey).

 
 
 

3 comentários

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11 de out.

Ah, meu chapa, segura essa: o poeta Carlos Amarilha meteu as caras e desenrolou a real de um fim de relacionamento que é de cortar o coração, mas de um jeito que só ele sabe. O título é a senha, né? "UM AMOR PERDIDO" – não tem mistério, o negócio azedou, se perdeu na neblina do tempo.


Ele começa a história numa viagem espacial! Pensa num namoro/noivado/casamento que era tipo um foguete, uma "nave espacial de potência e belezura". O lance era "bem bolado", tudo no esquema, "conforme o planejado". O relacionamento era um show, meu irmão! Não era só pipoca e guaraná, não. Tinha shows ao vivo que deixavam inebriados, ballet clássicos, forró que era só a nata, MPB, uns verdadeiros…


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Convidado:
11 de out.

Pô! Lindão! Bem louco heim, desse jeito, fiquei 5 dias tomando medicamento quando ela "zarpou".

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Convidado:
10 de out.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

O poema "Um Amor Perdido" de Carlos Amarilha, do livro Ne'epoty Porã Arandu, 2025, que tenho autógrafado, esse poema oferece uma perspectiva contundente e metaforicamente rica sobre o doloroso processo do rompimento afetivo, tema universalmente experimentado e aqui dissecado com notável maestria lírica.

O título, em sua concisão lapidar, já anuncia a catástrofe iminente, funcionando como um proléptico que prepara o leitor para o desenlace inexorável: a perda de um afeto que se esvai com o tempo.

O poeta emprega uma poderosa e coerente metáfora central, comparando o relacionamento a uma "nave espacial / de potência e belezura". Esta figura de linguagem, de natureza hiperbólica, não apenas exalta a magnitude e a excelência da união, mas também lhe confere uma…


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