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Poesia - Sândalos, por Marcos Coelho

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
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Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Marcos Coelho, com "Sandalos"


Sândalos...

Marcos Coelho


os aromas invadem o ambiente...

Olor maravilhoso, aromático cadente...

Ouvem-se citaras e sandálias sibilantes...

O contorno dos corpos ante a transparência do véu...

O olhar transmuta a sedução e embriaga o espírito...

Ouvem-se tambores anunciando as núpcias...

O jantar vai servido pontualmente a meia noite...

A meia-luz surge lindas dançarinas entre os castiçais...

O volteio de passos bem harmoniosos à pista no imenso salão...

O brilho e as joias dominam a cena e o espaço...

Cristais descem pelo teto em vitrais reluzentes...

Intensos incensos acesos preenchem o ambiente em perfumes...

O som e a luz, velas e vozes...

Triangulam cenas e atores sociais no ambiente particular...

Um crime talvez na imaginação do autor...

Um segredo e um mistério na trama eloquente...

Apenas uma boa narrativa...

O sonho no torpor do mistério...

Medo e silencio em meio a muitos sussurros...

O intenso fluir das horas numa noite interminável...

Os lábios carnudos aos beijos inebriam a alma sedenta de amor...

O furor dos desejos no arrepio quente a flor da pele...

E o fruir as horas no desejo em pleno gozo de sentir...

O tique-taque do relógio de cordas...

A sensação que o tempo para quando não se houve outra voz...

As dunas no deserto mudam de lugar...

Viajam areias e sentimentos ao sabor do vento...

O sentimento é eloquente e vivaz...

A verdade é mordaz...

E o tempo é sagaz...

E o que se sabe na verdade, é que tudo é implacável...

A justiça aplica seus arbítrios e nada é capaz de detê-la...

Apenas uma caneta traça todo um juízo...

O poeta cose, compõe, decifra, registra, traduz nos traços...

As verossimilhanças em poucas linhas...

Nos muitos versos soltos e brancos...

Tudo se desenha e se desenrola...

Os olhos são janelas abertas ao infinito...

O amor é o batente e a tramela da janela...

Ver é o deleite dos poetas...

Entre aromas, sândalos, flores, desejos, ensejos...

Traduzir a vida em palavras inventadas é seu ofício...

É a sua natureza e é a sua pura eternidade...

Palavra a palavra, verso a verso, linha por linha...

Amor por verdade, verdade por poesia, poesia por verso...

O reverso do tempo no amor...

O amor no reverso da poesia... Prosa e verso, tudo por POESIA.

 
 
 

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