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Poesia - Soneto do Devir, por Rogério Fernandes Lemes

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados - MS, Rogério Fernandes Lemes com Soneto do Devir.


SONETO DO DEVIR Rogério Fernandes Lemes


Quando Kafka renasce em pleno pantanal Translúcido entre Ovídio e fantásticos seres Desponta um astro com seu calor infernal Do barro; do simples repleto de poderes.


Novo olhar que vê a cor da voz que a pedra tem Alta liberdade; excelsa criação Errar a língua de propósito desdém De cores, formas e pré-coisas pelo chão.


Escondido na ontologia do devir Transvê o mundo registrando, em foto, o tempo Contemplando sons antes mesmo de existir


Sons de pássaros ecoando com o vento Assim transforma-se pré-coisas em poemas Vozes grandes e vozes médias em pequenas.

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