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Poesia - Som, por Paulo Portuga

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 1 hora
  • 1 min de leitura

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o professor, músico, poeta e compositor de Dourados (MS), Paulo Portuga, com "Som"


SOM


Me procure nas antigas canções

Me encontre entre versos e refrões

Me escondo no sentido das palavras

Me revelo através do som.


Vibro em acordes harmônicos

Pulso no ritmo em andamento

Meu timbre tem uma cor única

Foge do comum, soa dissonante.


Entrelaçam vozes e instrumentos

Alegro-me na dança coreografada

De corpos livres em movimento

Transcendendo na solidão dos solos.


Entoo um canto telúrico afinado

Frases gravadas, repetidas na mente

Invado ouvidos atentos e desavisados

Ecoo por alto-falantes potentes.


Eternizo em pentagramas e claves

O tom que devo seguir adiante

A música é um tempo de qualidade

Fonte de um prazer constante.


O som é uma necessidade antiga

De comunicação inter-cultural

A trilha sonora quando repartida

Cria uma linguagem universal.


Paulo Portuga

 
 
 

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