Poesia - Sinfonia, por Athayde Nery
- Alex Fraga
- 6 de mar.
- 1 min de leitura

Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Athayde Nery, com "Sinfonia"
Sinfonia
Ouvi a quinta de Beethoven e fiquei repleto de silêncio
Bati nas teclas e o único som que saiu foi de um grito estridente
O destino batendo à porta pedindo alguns recibos
Começo, meio e fim, bem assim.
Um solavanco de carroceria puxada a cavalo me jogou pra longe
Fiquei ali deitado olhando estrelas virgens
Luas vermelhas
Rios amarelos
Alguns olhares singelos de quem não acredita em mais nada
No prelo um livro que nem escrevi ainda
Bem misturado de circunstâncias vãs
Resumo risonho de uma existência repleta de amores
Alguns horrores pra não dizer que tudo são flores
Tchan, tchan, tchan, tchan…
Viagem maravilhosa Poeta Athayde. Felicitações!
Athayde Nery soltou o verbo em "Sinfonia", um poema que é pura viagem! O cara começa ouvindo Beethoven e fica num silêncio daqueles, tipo "uau, que vibe". Aí vai pro piano e só sai um grito, mas uma decepção.
Do nada, o destino bate na porta cobrando uns boletos, e a vida segue: começo, meio e fim, sem frescura. Um baque de carroça joga o poeta pra longe, e ele se vê deitado, olhando estrelas e luas coloridas, tipo um sonho doido.
No meio disso tudo, uns olhares de quem já desistiu de tudo e um livro que nem começou a escrever, cheio de altos e baixos, amores e uns perrengues pra equilibrar. E pra fechar, um "tchan, tchan, tchan,…