Poesia - Segura a minha mão, por Paulo Portuga
- Alex Fraga

- 13 de ago. de 2025
- 1 min de leitura

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o profesora, poeta, compositor e escritor de Dourados (MS), Paulo Portuga, com "Segura a minha mão".
SEGURA A MINHA MÃO
No leito de um hospital
Minha mãe estende a mão,
Trêmula e pintada pelo tempo,
Marcada por uma idade avançada.
Sua mão é macia, a pele lisa
Ela segura a minha mão
Como sempre fez na vida
E com uma voz suave me pergunta:
- Fui uma boa mãe, não é?
- A senhora é uma excelente pessoa,
Mas isso não importa agora;
O que importa é a sua recuperação!
Vê-la fraca e debilitada
Me causava estranheza,
Pois, sempre foi uma mulher ativa
Cheia de vida, que pinta e borda
Que limpa e acolhe.
Mas a flor mais bela
Também tem seu tempo de florir
E murchar, secar e cair.
Esperei o seu sorriso
Com a covinha no rosto
Sentia que ainda não era o momento
Da sua partida
E que ainda vamos nos reencontrar.
No hospital, vi gente nascendo
Vi gente morrendo e pensei
O que a gente faz neste intervalo
É a vida, é a estrada que temos que percorrer.
Paulo Portuga, 12/08/2025.





Excelente
Excelente reflexão, nós faz pensar sobre como a vida é passageira e como percorremos o caminho/estrada é o que importa.
Legal