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Poesia - Salário (mínimo), por Carlos Magno Amarilha

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 3 de abr.
  • 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Salário (mínimo).


SALÁRIO (mínimo)


Fica feio em poesia

Tira a estética

Depravante

Degradante

Horrível

Ridículo

Desprezível

POBRE

Não cabe no poema

Fome

Miséria

Discriminação

Sem-teto

ou terra

Menores

abandonados

Desempregados

Funcionários

Desprezados

Coitados

Humilhados

Desgraçados.

Só cabe no poema

P o d e r!

Glória!

Dinheiro!

Exploração!

Do Vencedor!

Deixando o poema

100 flor

Com

Puta

Dor



In: Poemático Demais.

 
 
 

5 comentários

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Convidado:
06 de abr.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾

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Convidado:
04 de abr.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Espetacular esse poema com muita energia e expressão de deixar o leitor envolvido com o tema. Muito sensível poeta.


Demetrio Alencar

Dourados - MS

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Convidado:
03 de abr.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

O poeta nos conduz por uma estética do desconforto, onde o título já entrega a ironia trágica, como pode algo ser chamado de 'salário' quando ele é, por definição, 'mínimo', ou melhor, insuficiente? O poeta utiliza a forma concreta para mostrar que a pobreza não tem lugar na poesia de elite, pois ela é, nas palavras do poeta, depravante, degradante e ridícula aos olhos de quem só quer ver o belo. Ao listar os 'desprezados', os 'coitados' e os 'humilhados' a estrutura do texto vai se estreitando, como se o cerco da vida estivesse se fechando sobre o trabalhador que sobrevive de itens de segunda categoria e restos de dignidade.


É um texto que sangra em meio à frieza do…


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Convidado:
03 de abr.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

É impossível olhar para essa estrutura e não ver o peso da desigualdade moendo a dignidade humana.


Eurico Shomitte

Americana - SP

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Convidado:
03 de abr.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Uma baita dor

Com-puta-dor

Muito criativo, sensível, poema concreto.


Silvio Amorim

Florianópolis

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