Poesia - Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - parte XVI, por Athayde Nery
- Alex Fraga

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Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Athayde Nery, com - Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - parte XVI,
XVI
Eeeeh meu Rio Paraguai!
Nas tuas margens a mistura mais bela se faz.
E uma cultura pantaneira traz todo amor e dor de um povo capaz.
Mas quem tu és? Tu que foste chamado de Laguna de los Jarayes!
E o seu linguajar resplandece:
-Em rio que tem piranha jacaré nada de costas.
-Tem “sar de fruta”? Tem! Então me dá um de mánga.
-Ir com papai tomar refrexxxco na casa de titia!
-Agora de quê gente?
-Bem capaxx!
-Vixi Maria!
-Ah! Granputa, deixa eu te pegar.
-Ainda te encho o lombo de laçaço pra largar de ser bexxta!!
-Vamos parar com esse aloito!
-Esse é bem cabeça de égua!
-Fuxiqueiro que ele só.
-Capivara fora de bando é comida de onça!
-Desembesta por aí que vai dá de cara com a Mãe
d 'água!
-Não se esquece que Negro d’água andou nadando por aqui!
-Corre sozinho por aí besta, que vai dar defronte com Come-língua.
-Se andar muito de noite e ouvir barulho de vidro, não olha pra trás, é o Pé de garrafa.
-Pensa que sucuri não avança?
-Espera que ainda vai se ver com Minhocão!
-Cansei de ouvir Estórias do Mãozão ou Pai-do-mato como chamam.
-Se encontrar casa de João-de-barro, não estrague que ela segura bom casamento.
-Uma hora a gente bate asas como Tuiuiú!





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