Poesia - Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - parte XV, por Athayde Nery
- Alex Fraga

- há 8 horas
- 2 min de leitura

Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Athayde Nery, com "Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - Parte XV.
XV
Eeeh meu Rio Paraguai!
Nos leve nas suas correntezas repletas de histórias.
Mas quem tu és?
Tu que foste chamado de Mar de Xaraés!
E com olhos marejados de tristeza e amor, o Rio Paraguai se levanta e vai!
Vai meu Rio Paraguai do Porto da Manga.
Contar e cantar seus desejos de paz.
Como da minha mãe da Nhecolândia e meu pai do Paiaguás.
Eu que já mergulhei no seu útero de liberdade.
Sei do seu fervor por Porto Esperança e Albuquerque.
De lá que tudo se expande, que tudo se torna grande.
Tu que beijas Corumbá e Ladário como irmãs amadas.
Que sentes os batimentos nos seus entornos e chegadas.
Da Vila dos pescadores e do Porto Geral dos mercadores.
A Marinha em Ladário ancorada como guardiã da pátria amada.
Protegida também por Nossa Senhora dos Remédios.
Da Baía negra e suas pedras de bilhões de anos ali na beirada.
E da minha querida Corumbá da Vila dos Pescadores.
A Baía do Tamengo nos unindo a Puerto Quijarro.
Do poço da Cacimba onde Detlef mijou na Corumbella.
Do grande Porto Geral que já foi o terceiro da América do Sul.
Da Ladeira “Cunha e Cruz “, podendo avistar teu corpo exuberante fluindo para o mar.
Da ladeira da Dona Emília pra tomar banho no Porto e pescar.
Da Nossa Senhora da Candelária e sua igreja seculária.
Do moinho, dos paralelepípedos, do cimento e do calcário.
E lá de cima do morro, a arte do Cristo em seu calvário





Comentários