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Poesia - Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - Parte VI, por Athayde Nery

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 25 de jun.
  • 1 min de leitura

Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o advogado, poeta e escritor de Dourados (MS), Athayde Nery, com Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - Parte VI.



Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - Parte VI


VI

Eeeh meu Rio Paraguai!

Que desliza sinuosamente feito Sucuri

Mas quem tu és?

Tu que foste chamado de Mar de Xaraiés

E as Serras que te molduram de alturas e matas

Como a do Amolar que só pensa em te amar

Te namorando com olhares distantes

Se transforma na Serra de Maracaju como se fosse a Cordilheira dos Andes

Criando lagos e lagoas todas para te guardar

Baias do Tamengo, Mandioré, Gaiva e Uberava,

Manganês brotando nas suas beiradas

Porto Morrinhos e suas lembranças

O Carandazal pantaneiro, as Palmeiras, os capões, o Acuri e a Figueira

Piúva e Para Tudo, Angicos, Ipê amarelo, roxo, branco, Aroeira e seu melaço

Canjica, Cajuzinho, Jatobá, Caraguatá, Tarumã, Araçá Azedo do Cerrado

Bocaiúva, Pequi, Guavira, Jenipapo, Buriti, Jacarandá e Marmelada,

Chaco, Mandacarus, Aguapés, Mata Atlântica e a linda Vitória Régia.

Nossas matas só correm perigo quando o homem sem amor não dá trégua

E aí vale o amor do poeta: "nesses campos não se passa a régua".

 
 
 

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