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Poesia - Regras Poéticas, com Carlos Magno Amarilha

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 19 de set. de 2025
  • 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Regras Poéticas".


REGRAS PÓETICAS


colocaram censuras

nos poemas meus

com regras

gramaticais de soberbas

(designavam)

poema panfleto

poema jornal

poema cartaz

poema varal

poema de feira

poema de biblioteca

poema de academia

poema de centro cultural

poema de esquina

poema de bar em bar


cada um na sua

dada duas/três dúzias

entender o entenderam


não pode isso/não pode aquilo

nem isso e nem aquilo

substantivos pronominais


(finjo que não é comigo)


que vivo distraído

no mundo da lua

viajando na maionese


porque as paixões são urgentes

e não estou nem aí com a paçoca

 
 
 

5 comentários

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21 de set. de 2025
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Eu também ignoro academia e finjo que não ligo da ligação toda.

Silvana Maria

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20 de set. de 2025
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A frase "porque as paixões são urgentes e não estou nem aí com a paçoca" é uma bofetada na cara de quem acredita que a poesia é apenas um exercício de forma e métrica. O poeta, em uma espécie de rebeldia lírica, nos diz que o que realmente importa é a intensidade do que se sente. Ele não está preocupado com o "como", mas sim com o "o quê". As regras, as convenções, as escolas literárias, tudo isso vira "paçoca" — algo trivial, esfarelado, sem substância diante da urgência de uma paixão.


Essa paixão pode ser o amor, o ódio, a dor, o êxtase. O que o verso sugere é que quando a emoção transborda, não há tempo para pensar…


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Convidado:
20 de set. de 2025
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Bem isso, falou tudo.

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Convidado:
20 de set. de 2025
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Perfeito!

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Convidado:
19 de set. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

"Regras Poéticas" é um tapa na cara da formalidade. O autor, de cara, já nos avisa que colocaram "censuras" em seus poemas, e a ironia é que essa censura vem em forma de "regras gramaticais de soberbas". Ele não está só falando de vírgulas e concordâncias, mas de algo mais profundo: a tentativa de enquadrar a poesia em caixinhas.


O poema critica a mania de rotular tudo. A lista de poemas que ele faz — panfleto, jornal, cartaz, varal, etc. — mostra como a poesia se espalha por todos os lugares e de diversas formas. Mas a academia e os críticos, com suas "regras", tentam limitar essa diversidade. A repetição da palavra "poema" seguida de um lugar ou tipo de…


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