• Alex Fraga

Poesia – Paula Valéria Andrade e seu “Futuro Autorretrato”

A escritora e poeta paulista Paula Valéria Andrade em sua poesia do livro A Pandemia da Invisibilidade, mostra: Futuro Autorretrato



FUTURO AUTORRETRATO

Ainda não decidi o futuro. Futuros possíveis além, dos retratos passados.

Eles são um estado mental de desejos e sonhos, E às vezes; nem queremos mais quando (finalmente) chegam.

Devaneios e anseios, muitas vezes sem freios, nos desejos.

Possíveis passiveis.

E se eu já não me sei, Penso não ser mais o eterno mesmo - de sempre - parado ali no tempo do retrato.

Parado, perco o fato. Atraso. Me perco no relato. Bloqueios possíveis.

Refaço a foto, E o futuro no ato.

Passo a passo, tato a tato, lado a lado.

A foto do fato no ato, Muda meu destino, calado.

Mastigo o passado. Desato o desacato.

Refaço o retrato. Retoco o foco, Lambo o lampejo.

Futuro traz,

o realejo.

Utopias de alegrias, Repertórios de oratórios, Sopram aos pássaros (residentes de minhas fantasias),

Novas elegias e supremas sinfonias.

Relicários de sonhadas utopias.

Vislumbro o que antes, Era apenas algo flutuante. Faíscas, de um inferno de Dante. Lágrimas de larvas, derramadas.

A vida vale mais vivida e bem amada.

Revejo revoadas, Voos em campos de sonhos Asas abertas sem pós nem fuligens, Futuros possíveis.

Me desnudo de desusos.

Hoje peregrino o destino, não sou mais errante. Sou um coração urbano, e mutante."

Paula Valéria Andrade do livro A Pandemia da Invisibilidade do Ser

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